Uma coisa nova, o amor

29/fev/2008 · 22 conversas

noivos.jpgHoje, casar por interesse ou por ter sido o casamento arranjado é uma coisa impensável. Pelo menos na sociedade ocidental. O casamento, no Ocidente, é sempre associado ao amor. E é a partir desta visão que nasceram dramas como Romeu e Julieta, de Shakespeare.

E nestes casos não era só a mulher que não tinha opções. Também o homem não a tinha, já que se casava com quem a família se interessava e representava, no final, não o interesse individual, mas o familiar. E ninguém, no final, contestava o sistema.

O amor existia, é lógico. Mas não relacionado ao casamento.E quando mudou? Aparentemente, segundo os pesquisadores do assunto, a partir do iluminismo, quando a liberdade individual e a liberdade de opção passaram a representar um papel importante na vida das pessoas.

Chegávamos, então, ao século XVIII, um tempo que, de forma definitiva, instituiu a mudança como o padrão dos tempos.Aos poucos o amor foi suplantando o interesse o o casamento arranjado começou a perder força.

Aos poucos, um novo tipo de casamento se institucionalizou e, nele, homem e mulher podiam optar, escolher. E o motivo da escolha, antes dos interesses materiais, era o amor, a ligação entre os casais, o gostar.Uma instituição marcadamente cultura, o casamento está passando, de novo, por uma nova transformação.

As ligações, inicialmente, ainda são amorosas, mas a ótica de que dure não as preside mais. Prevalece o verso do poema do Vinícius de Moraes: "Que seja eterno enquanto dure". E eles estão durando cada vez menos.Em uma era da prevalência absoluta do individualismo, viver junto significa transtorno.Então, se as coisas não vão muito bem, o melhor é separar-se.

Afinal, dizem os tempos modernos, a vida é feita para se aproveitar. E o casamento, neste caso, coloca limitações a este aproveitamento.

UMA NOVA EXPLICAÇÃO

Gente, peço que me desculpem pois estou bastante atrasado com a visita aos blogs amigos. Tenho tido pouco tempo, é verdade. Mas a net também não tem ajudado.

Não sei se é um problema nos provedores de blogs como o Wordpress e o Blogger, mas sempre que tento acessar alguns, não consigo. E quando consigo, não consigo deixar um comentário.

Como estamos chegando ao final de semana, vou usá-lo para colocar as visitas em dia. E espero que a net ou os sítios ou as ferramentas de comentários me permitam fazer isso.

A PESQUISA CONTINUA

inteli.jpgAproveitem o final de semana para votar na pesquisa que o blog está realizando. A questão é qual o seu tipo de inteligência ou, pelo menos, qual delas é predominante.

A relação dos tipos está – como você já sabe – na barra lateral.Então, se não votou, faça isso. Vá lá, crave o seu voto e deixe um comentário explicando o seu tipo de inteligência.

E que todos tenhamos um ótimo final de semana.

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{ 22 conversas }

Meire (166 comments.) 29/fev/2008 às 12:36 pm

Aqui cabe uma frase de Woody Allen

“Minha mulher e eu ficamos na dúvida de tirar férias ou nos divorciarmos. Optamos pela segunda hipótese. Duas semanas no Caribe podem ser divertidas, mas um divórcio dura para sempre.” (Woody Allen)

Neto (10 comments.) 29/fev/2008 às 12:46 pm

Lino
Casamento hoje é um consenso de ambas a s partes não só com o envolvimento amoroso.
Alguns ainda fazem disso “meio de sobrevivência” e “golpes”, infelizmente. Mas esses estarão fadados ao fracasso.

Sou meio antigo em relação ao casamento.
Mas bons tempos eram aqueles, não?…

Um forte abraço.
Linkei teu blog lá no SX. :)

Cris (27 comments.) 29/fev/2008 às 1:01 pm

Oi, Lino..
O contrato hoje foi aperfeiçoado. nem precisa de testemunhas, papel , cartório ou um “representante” de Deus. Bastam a vontade, a afinidade, a parceria, o amor . A paixão é testada antes. Sorte dessa geração.
Beijo e bom fim de semana.

Betho Sides (66 comments.) 29/fev/2008 às 4:41 pm

Meus predecessores já fizeram comentários pertinentes, poderia discorrer sobre o assunto em laudas e laudas, mas só vou lhe dizer uma coisa amigo Lino a frase correta é” Que seja eterno enquanto DURA” abçs e bfs

georgia aegerter (19 comments.) 29/fev/2008 às 6:25 pm

Lino, imagina a cena o índio assando uma espiga e ela comeca a pipocar? Acho que eles saíram correndo achando que era magia, hahahhaha!!!

Quanto ao casamento que ele seja eterno enquanto dure, senao será uma eternidade o seu sofrimento.

Abracos

Lulu on the sky (352 comments.) 29/fev/2008 às 7:18 pm

Infelizmente poucas pessoas levam o casamento a sério.
Big Beijos

Cidão (57 comments.) 29/fev/2008 às 7:41 pm

Casamento é uma palavra proibida em meu dicionário… tremo só de pensar!!!

Chuvinha (146 comments.) 29/fev/2008 às 9:01 pm

As vezes penso que não são as instituições que estãofalindo, mas nós seres humanos. Estamos cada vez mais intolerantes com o todo, não somente com o casamento.

Vanderson Freizer (7 comments.) 29/fev/2008 às 9:04 pm

Acho que o amor acabou, ou nunca existiu. Hoje em dia a antigamente tudo é por interesse, só que os interesses são outros.

luadossantos (4 comments.) 29/fev/2008 às 11:36 pm

“Hoje, casar por interesse ou por ter sido o casamento arranjado é uma coisa impensável.”
Tem certeza?
Olha em volta o que mais tem é casamento por interesse e casamento arranjado. Só mudaram os interesses e os termos, mas de resto…

Jens (47 comments.) 01/mar/2008 às 12:47 pm

Oi Lino.
Antigamente, as pessoas se suportavam por uma questão de sobrevivência da espécie. Hoje em dia isto não é mais necessário, as mulheres se viram sozinhas (não poucas independem do macho para criar a prole). Assim, são cada vez mais raros os casais que se submetem a uma convivência que traz melancolia e outros transtornos ao invés de felicidade e complemento fisíco e espiritual. Viver junto nunca foi fácil. Certos dias, tenho dificuldade em conviver comigo mesmo, hehehe…
Um abraço e bom findi.

Dora (54 comments.) 01/mar/2008 às 2:45 pm

Lino. Tempão!!!!!!! que não freqüento blogs…rs Hoje estou me esbaldando por aqui…
Acho que o casamento é uma instituição quase falida, se pensarmos nos padrões do Catolicismo, por exemplo: “até que a morte nos separe”…
Mas, as pessoas estão casando ainda. Talvez pela vontade de criar família, fugir de uma solidão, ou ainda para proteger os filhos que terão…
Tenho um casamento feliz, mas, concordo que, há, entre muitas pessoas, motivos bem justos para se terminar a união. Não sou contra as separações. Apenas acho que os “motivos” estão ficando muito superficiais. E o individualismo está bastante arraigado na Modernidade. Não se tolera mais uma pequena quebra desse “individualismo”. A tolerância por parte dos membros do casal é zero, não é?
Enfim…
Vejamos qual será o desenlace dessa história de casamento…rs
Beijos.
Dora

loba 01/mar/2008 às 9:27 pm

eu não gosto da instituição casamento, porque ela é limitante. já o amor, transforma-nos em seres livres. livres para vivê-lo enquanto durar.
mas para que o amor dure, a relação precisa ser de trocas, com uma boa dose de tolerância e aceitação das diferenças – de ambos os parceiros.
este papo é longo, né? tem muitas nuances a serem exploradas! enfim, mais importante que casamento é vivenciar o amor em todas as relações.
beijo, querido.

ELISABETECUNHA (55 comments.) 01/mar/2008 às 9:41 pm

SAUDADE,SAUDADE,SAUDADE!!!!!!!!!
Quer casar???

ops!!!desculpa ja somos casados…..esqueci!!

Maria Augusta (188 comments.) 02/mar/2008 às 10:16 am

“Eterno enquanto dure” dá uma liberdade enorme, mas…a tolerância e os esforços para aceitar os erros dos outros é reduzida. E muitas vezes o preço a pagar é a solidão. Realmente é um equilíbrio delicado.
Um abraço e um bom domingo.

Poderosa Afrodite (1 comments.) 02/mar/2008 às 2:41 pm

São tantas as formas de casar…
Cada casal deve achar a sua particular. Muitas vezes querer moldar o casamento a padrões pré-estabelecidos acabam com as chances dele dar certo.
Beijos!

Gueixa Bania 02/mar/2008 às 3:21 pm

Uma conehcida minha quer por que quer que a filha namore um homem mais velho…ela diz que o amor vem depois….What???? fazer o que né?
Boa semana.

Zeca (30 comments.) 02/mar/2008 às 4:18 pm

Lino,

enquanto as pessoas continuam se casando, quase que apenas por inércia, ainda existem sim, muitos que se casam por interesses ou por arranjos, dos mais diversos tipos. Afinal, a cada dia que passa mais fácil fica desfazer esses casamentos, pelos motivos mais fúteis e banais que se possa imaginar. Segurar a tolerância e o entendimento é cada vez mais uma carta jogada para fora do baralho. BAralho!

Abração.

Marco (61 comments.) 03/mar/2008 às 12:32 am

Não excluo a hipótese de muitos casamentos hojem em dia ainda serem feitos baseados em algum tipo de interesse…
Carpe Diem, amigo. Aproveite o dia e a vida.

J.F. (19 comments.) 03/mar/2008 às 1:13 am

Lino, casei faz tempo! Quando casamos, nosso propósito foi para que fosse eterno e que lutaríamos por isso. Posso garantir que não existe casamento sem dificuldades pelo meio do caminho. Só que nós sempre dialogamos. Mas, diálogos ouvindo o outro, meeessssmoo. Ponderando a dois. Respeito acima de tudo. Até nossas brigas eram feitas de forma respeitosa, sem elevação de vóz, sem nos tratarmos de “burro”, “idiota”, ou coisas mais fortes. Bom, o resultado: 39 anos de casamento e não sabemos viver longe um do outro. Sorte? Acho que não! Nós lutamos por isso. Nós queríamos isso! Acredito que a diferença para os casamentos por amor, de hoje, seja esta: a falta de vontade de vencer o individualismo, a falta de pensar “a dois”, a “entrega dos pontos” às primeiras e inevitáveis dificuldades, a falta de respeito mútuo, etc., etc., etc. Quanto aos casamentos por interesse, ou golpes, existem sim! Há algum tempo a mídia falou muito de um caso desses: casamento em um castelo na França, convidados importantes, muita paparicação, etc. Depois de algum tempo (pouco), separação, ela levando uma boa grana e partindo para outras aventuras. Ele, ridicularizado, com futebol cada vez mais “em baixa”, já falando em vir encerrar carreira no Brasil. Abração.

Stella (9 comments.) 03/mar/2008 às 1:41 am

Casamento não é construído só com amor – paixão e química, não é fácil viver com outra pessoa, manter a individualidade e administrar o cotidiano.

jacqueline 12/nov/2008 às 11:44 am

Ola galera bom tenho 19 anos e nao penso como normalmente as adolescentes da minha idade, acho lindo quando vejo casamentos que duraram a vida toda , e fico muito triste ao ver pessoas se divorciando, tenho ainda aquela imagem dos meus avos….de que casamento dura a vida toda…e receber a benção do padre e o mais importante o amor eterno e verdadeiro… quando me deparo com situações diferentes de casamento me desiludo…pois é uma pena ver como os tempos estão mudando e como as pessoas nao dão o devido valor ao amor , ao companheirismo, a verdadeira felicidade como o romantismo ja virou uma “coisa” extinta… pessoas hoje se casam casam por dinheiro ou por outro motivo qualquer mais nao o Amor!!!
Bom eu espero encontrar um amor pra vida toda !!!

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