Uma coisa bem difícil de fazer

15/abr/2008 · 14 conversas

parker.jpgSe você perguntar a uma pessoa uma das coisas mais difíceis de fazer, certamente escrever estará entre elas. Quem não está habituado a escrever ou que não tem a escrita como fundamental na sua profissão, vai dizer que articular um texto é uma coisa bem complicada. Tive esta experiência como professor. E ainda continuo vendo as pessoas reclamarem que não conseguem articular um texto consistente.

Jornalista que sou a escrita faz parte de minha profissão. Mas o que dizer de escrever um livro? Posso dizer que é bem complicado, mesmo com o jornalismo como suporte. É preciso pensar no título, na introdução e, sobretudo, no conteúdo e como é que será desenvolvido, o que vem primeiro, o que ficará em segundo lugar, etc. etc. E isso se não falarmos de livros de ficção, que são ainda mais complicados.

Então, o que dizer de alguém que, até agora, escreveu 200 mil livros. Não. Isso não é o número de vendas do que publicou. É mesmo o número de livros escritos. O autor da façanha é Philip M. Parker (foto), um professor de Ciência da Administração, do Insead, uma escola voltada para a área de gerenciamento, que fica na França e tem um outro campus em Cingapura.

Para ganhar o título de o autor mais publicado do planeta em todos os tempos, Parker conta com a ajuda de computadores. Segundo ele próprio explicou ao New York Times, desenvolveu um algoritmo que pesquisa os assuntos, relacionando-os e agrupando-os de forma a facilitar que sejam arranjados em livros. De acordo com o campeão, o computador não escreve, mas apenas lhe facilita o trabalho, fazendo as tarefas que são repetitivas.

E ele usa um bom número de computadores, de 60 a 70, e tem seis ou sete programadores sempre a postos para ajudá-lo na coleta dos dados que transforma em livros. Com tal aparato tecnológico ele é capaz de levantar uma grande capacidade de dados, mas o NY Times não tem grande conceito sobre as publicações de autoria do professor Parker, classificando-as como uma coleção de várias coisas publicadas sobre um determinado assunto, que ele apenas compila e publica.

Bom, goste ou não o Times, o professor Parker continua compilando seus livros, publicando-os e fazendo um bom dinheiro com isso. Quem pode criticá-lo por arranjar um jeito de aumentar seus ganhos? (Via NY Times, em inglês)

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{ 14 conversas }

DO (389 comments.) 15/abr/2008 às 12:35 pm

Qdo vi o numero achei exagerado. Passei a duvidar da qualidade. To com o TIMES qto ao conteudo,LINO.
Escrever um livro ja é complicado por tudo que vc colocou,imagine uma quantidade desta.
De minha parte comecei a escrever um livro a exatos dez anos. Até agora não consegui concluí-lo.
Abração,LINO!!

Dora (54 comments.) 15/abr/2008 às 2:50 pm

Lino. Não vejo mérito nenhum nesse “escrevedor” de livros…Seria quase um “copista”, no máximo! Isso não é saber escrever. É uma forma até desonesta( cópia de outros…)de ganhar dinheiro. Não vejo valor nele como escritor, sob qualquer aspecto!
Desculpe-me a ênfase no meu ponto de vista, mas, respeito muito a figura do “verdadeiro escritor”.
Beijos.
Dora

Fábio Max (166 comments.) 15/abr/2008 às 3:23 pm

Só escreve razoavelmente bem, quem escreve sempre. E um livro é uma tarefa hercúlea, mesmo para quem escreve muito, o que explica o fato de todas as editoras terem “ghost writers”, pessoas com a tarefa de corrigir e fazer pequenas alterações de textos, mesmo dos autores mais famosos, com vias a tornar a leitura mais agradável e cadenciada.

Betho Sides (66 comments.) 15/abr/2008 às 4:20 pm

Ele não é escritor de livros é vendedor…abçs

Carla (314 comments.) 15/abr/2008 às 5:25 pm

Quantidade não significa, necessariamente, qualidade, né?
Mas cada um na sua.
Bjo.

Cejunior (55 comments.) 15/abr/2008 às 6:44 pm

Sei lá, Lino… esse Prof. Parker está me parecendo essas figuras que adoram figurar no Livro Guiness de Recordes!
Aliás, para não ser injusto (ou invejoso…), o homem deve ser uma fera da informática!
Abraços

Chuvinha (146 comments.) 15/abr/2008 às 10:45 pm

Nem sempre quem escreve muito, escreve bem…rs.

Cris (4 comments.) 16/abr/2008 às 12:08 am

Oi, Lino querido!

Criticá-lo jamais , botou o ovo em pé, só não acho que devemos chamá-lo “escritor”.

Beijão.

Flavia Sereia (2 comments.) 16/abr/2008 às 2:39 am

Sinceramente não vi merito nenhum, primeiro por que ele usa computador e os programadores para fazer o agrupamento dos dados e segundo que ele apenas copia informações, resumindo é um verdadeiro copy & paste.

bjs

georgia aegerter (25 comments.) 16/abr/2008 às 3:20 am

Ele está na profissao errada, ele é vendedor de livros. Mas o que importa prá ele com certeza é a fama de ser o único que escreveu copilou tantas abobrinhas certamente.

Parabéns pelo blog. E que ele viva muito tempo. Assim como eu, outros com certeza têm o maior prazer em vir aqui. Eu gostava muito dos tempos da “enquete”.

Fidelidade ou duracao num relacionamento, nao depende de cara e sim de Amor, paciência, carinho, espontânedade, gratidao, companheirismo e por ai a fora.

Boa semana

Maria Augusta (188 comments.) 16/abr/2008 às 7:04 am

Pois é, qualidade nem sempre rima com quantidade. Mas se ele achou uma forma de se promover e ganhar a vida com isto, porque não? Livros nunca são demais.
Abraços.

SAM (32 comments.) 16/abr/2008 às 8:51 am

Aproveitando isso, você poderia nos dar umas dicas de escrita ;)

Um abraço
(e feliz aniversário atrasado ao blog)

celia (31 comments.) 16/abr/2008 às 10:22 am

Sera que a quantidade corresponde a qualidade??? Um abraco.

Francy & Carlos (64 comments.) 17/abr/2008 às 12:41 pm

Ando eu as voltas com algumas coisas, mas estou sempre reformulando… não sei quando sairá alguma coisa…
abs,

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