ECOLOGIA NA HORA DA MORTE

funeral.jpg

Como você imagina que será enterrado? Esta é, para muitos, uma pergunta inconveniente. Mas talvez seja necessário refletir sobre a hora da morte e, a partir dela, o material que se usa para que cheguemos à nossa última morada.

Mesmo com ninguém gostando de falar no assunto, a morte tem toda uma indústria voltada para ela. Afinal, quando chega o nosso dia, uma série de ações devem ser tomadas até que cheguemos à – para usar um eufemismo – nossa última morada. E é essa indústria que está tornando a morte ecológica.

A tendência já se instalou, por exemplo, nos Estados Unidos. Uma empresa, a Ecopod, fabrica caixões que são ecologicamente corretos, usando papel de jornal. Mas ela não é a única. Há toda uma tendência do sepultamento natural e ele começa na própria preparação do corpo, passando pelos acessórios usados e chegando ao próprio local do enterro.

Tudo é feito no sentido de que, voltando à terra – lembram-se de “do pó ao pó”? – seja-se o mais possível natural. Nada de cimento, nada de metais, nada de química. Tudo deve ser natural, degradável, de forma que a natureza não seja agredida.

Nesta nova onda um dos mais antigos procedimentos, que é a cremação dos corpos, está ganhando maior volume por ser considerado, no final, o mais natural dos processos. Cinzas na mão, elas podem ser espalhadas ao vento, fazendo com que, ao voltarmos ao pó, encontremos, de novo, a natureza.

Parece non-sense? Então, pense nos números. Somente nos Estados Unidos o mercado potencial é de 11 bilhões de dólares, um volume muito maior do que muitos outros segmentos considerados importantes. Neste caso, podemos falar de uma “indústria da morte” e garantir que ela está buscando, aliás como praticamente todos os outros segmentos do mundo, transformar-se em ecologicamente correta. (Via CNN, em inglês)

Compartilhe:

Twitter
Facebook
LinkedIn
Pinterest

17 Responses

Add a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Trump e o retorno ao passado: a volta da história

TRUMP E O RETORNO AO PASSADO

As ações do presidente Donald Trump configuram uma tentativa de volta ao passado, virando o rumo da história. Mas o que a própria história mostra é que o novo sempre supera o velho. Ao manter-se no velho, quem nele fica, olha para trás e perde o futuro.

Leia mais »
O Grande Irmão e o capitalismo de vigilância

A VIGILÂNCIA DIGITAL COMO ROTINA

Hoje, a realidade supera a ficção e o Grande Irmão, do romance 1984, de Orson Wells, foi superado pelo capitalismo de vigilância, que lucra com os dados de quem via, em todos os momentos da vida, através dos aplicativos e da internet.

Leia mais »
O brote, o pão pomerano dos capixabas, servido e à espera de ser consumido.

BROTE, O PÃO POMERANO DOS CAPIXABAS

O brote, o pão que os pomeranos criaram e que se tornou ícone cultura do Espírito Santo, é uma receita simples e fácil de fazer, resulta em um ótimo pão para o café da manhã, o lanche da tarde ou, mesmo, para um sanduíche à noite.

Leia mais »
Um pão básico e rápido feito com fermento natural que ficou ótimo

PÃO BÁSICO RÁPIDO COM FERMENTO NATURAL

O pão de fermentação natural pode ser feito de modo mais rápido e, mesmo assim, ser gostoso e saudável. É o caso desta receita, que acabei de testar. O meio para encurtar o tempo é deixar a massa fermentando durante a noite, estando pronta para ser moldada, fazer a segunda fermentação e ser assada logo na manhã do dia seguinte.

Leia mais »