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	<title>LINO RESENDE &#187; regime</title>
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		<title>Para que serve um político?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 12:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lino Resende</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Pessoalmente, considero a política essencial. E é por assim pensar que o blog tem uma categoria chamada <a title="Política" href="http://linoresende.jor.br/category/politica/" target="_blank">Política</a>. Nela, ao longo da existência dele, tenho falado sobre vários assuntos ligados ao tema, sejam eles locais, nacionais ou internacionais. Considero que a discussão em torno da política importante, já que, em um regime democrático, se ela não for bem exercida, não teremos, mesmo, uma boa democracia. Neste sentido, os políticos refletem o que querem o eleitor. Afinal, se estão onde estão é porque foram eleitos e para o serem um bom número de cidadãos votou neles.</p>
<p>A democracia representativa pode não ser um bom regime, mas certamente não existe um melhor do que ele. Pelo menos até agora ninguém descobriu um. O que deveríamos fazer é, no caso das eleições, escolher representantes que estejam à altura de suas responsabilidades. Mas será isso possível? No caso do Brasil é um pouco difícil, afinal temos de um lado o político que promete o que sabe que não vai cumprir e, do outro, o eleitor que na hora de votar olha do seu lado pessoal, sancionando ações que, em outras circunstâncias, seriam condenadas. Veja-se a propósito disso um livro fundamental que é <a title="Somos o que pensamos" href="http://linoresende.jor.br/somos-o-que-pensamos/" target="_blank">A Cabeça do Brasileiro</a>.</p>
<p>Neste aspecto, há uma faceta a considerar, que é como o eleitor, que vota e escolhe, vê o político. Daí a pergunta: Para que serve um político? O que você ou eu diríamos certamente será muito diferente da maioria dos eleitores. Mas, aqui pra nós, você já recorreu a algum deles para conseguir alguma coisa? Um emprego? Ser atendido em um órgão público? Usou a influência política em algum sentido? Aposto que, até de forma meio envergonhada, muitos dirão que sim. E se o fizerem, por menor que seja este número, vale a pergunta.</p>
<p>O sentido da questão é olhar a atuação do político e o seu papel do ponto de vista do eleitor. Foi o que fez, neste último final de semana, o jornal <a title="A Tribuna" href="http://www.redetribuna.com.br" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.redetribuna.com.br?referer=');">A Tribuna</a>, de Vitória. A publicação percorreu gabinetes de Deputados e Vereadores levantando os tipos de pedidos que cada um recebe. Achei a matéria interessante exatamente por expor um outro lado da moeda, que é a utilidade que o eleitor vê em quem vota e, como mostra a matéria, ele é basicamente utilitário, querendo benefício direto, seja para ele, seja para alguém próximo.</p>
<p>Tem gente que pede ajuda para a lua de mel. Outros, para pagar contas. Uns terceiros, querem emprego para um filho ou um parente. A repetição é uma constante e gira, sempre, em torno de benefícios pessoais ou para familiares. Nenhum dos casos levantados pelo jornal mostra pedidos para uma comunidade, uma ação coletiva. Não é, acredito, que não exista. Sei de casos de o coletivo se sobrepor ao individual, mas este é a constante dos pedidos feitos aos parlamentares, seja em nível estadual ou municipal. Acredito, também, que é o mesmo em relação aos parlamentares federais, sendo que, no caso deles, como estão em Brasília, é mais difícil de serem acessados.</p>
<p>Temos o costume de reclamar dos políticos. Acho que, em muitos casos, a reclamação é válida e que eles poderiam atuar de forma diferente. A grande pergunta, no entanto, é: será que se fossem diferentes se elegeriam? Uma pequena parcela, que recebe o chamado voto qualificado, sim. Mas a maioria, não. E é nesta maioria que está o espelho do eleitor. Quando vota, ele o faz não pensando no benefício público, mas em como tirar vantagem do eleito. Será que ele vai lhe ajudar? Pode arranjar um emprego para um filho? Tem como influenciar junto a um órgão público? Pode, enfim, quebrar um galho, facilitando sua vida? E muitos chegam mesmo a pedir dinheiro, seja para pagar dívida, seja para patrocinar um evento ou custear, como o jornal apontou, uma lua de mel.</p>
<p>Entendo que o político, como representante do povo, tem de olhar o coletivo, não o individual. Ele é eleito para acompanhar o que o Estado está fazendo, fiscalizar, criticar e contribuir para a melhora da administração e gestão públicas. Nas suas ações deve, sempre, olhar o interesse da maioria, apoiando as medidas que irão beneficiar este maioria. Pode, sim, olhar com cuidado para a comunidade ou áreas que o elegeu, tomando ações que as beneficiem, mas sempre de modo coletivo. Acho que todos concordam que, se agissem assim, os políticos não seriam tão criticados.</p>
<p>O que acontece, no entanto, é que o eleitor não quer isso. Ele não se importa com o todo, embore reclame do mau atendimento na saúde, da falta de segurança, da inexistência de escolas, da precariedade dos transportes. E diz querer que tais deficiências sejam supridas. E deve mesmo querer. Mas, antes do todo, vem o individual. Quando vai ao político, quando decide votar em um deles, quando aceita apoiar um candidato, pensa primeiro nele próprio e no proveito que pode tirar da eleição. A relação, como disse, é utilitária: eu voto, você me beneficia. E este tipo de relacionamento ficou mais do que claro na matéria publicada por A Tribuna.</p>
<p>E então, para que servem um político? Para a maioria dos eleitores, que é que os elege, o deputado e o vereador existem, primordialmente, para atendê-los e aos seus requisitos pessoais, familiares e aos seus interesses. E por pensaram assim é que elegem que está ocupando as vagas de Deputado e Vereador. A mudança, como frisa muito bem Alberto Carlos Almeida no livro acima citado, isso só vai mudar no dia em que os eleitores mudarem. E para que isso ocorra educação é fundamental.</p>
<p>O que não vai mudar, com um povo bem educado e informado ou não, é o fato de o eleito ser o espelho do eleitor. E como um espelho reflete uma imagem, no dia em que o eleitor mudar, o político também mudará. O que temos de fazer, então, para obter uma resposta satisfatória para a pergunta não é só criticar os políticos, mas agir no sentido de mudar o eleitor. Esta é uma ação prioritária, mas de médio prazo.</p>


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		<title>A (quase) irrelevância dos jornais</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 12:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lino Resende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual é a importância dos jornais hoje? Se olharmos bem e levarmos em consideração a diversidade de meios de informação oferecidos a quem a procura, poderíamos dizer que eles estão se tornando quase que irrelevantes. Sobrepujados por meios mais rápidos e de custos menores, encontram-se - e nisso concordam todos os estudiosos da questão - em uma encruzilhada. Alguns acham que os jornais terão de se reiventar. Também acho isso e considero que é uma pena que as circunstâncias tenha feito com que a qualidade da informação que oferecem tenha caído, piorado. Profissionalmente, sou fruto do jornalismo impresso. E lamento que tenhamos chegado a esta encruzilhada, mas tenho certeza que, permaneçam ou não, o jornalismo continuará. E é nele que investi. E tenho visto bons exemplos de jornalismo em várias mídias. Talvez seja o caso de se dizer, como no dito popular, que foram-se os anéis, mas ficaram os dedos. Neste caso, os dedos são o jornalismo. Então, vida longa a ele.


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>A democracia, como a conhecemos, é fruto de um fenômeno que os jornais ajudaram a construir: a opinião pública. Foram os jornais &#8211; a mídia de então &#8211; que cuidaram de espalhar informações, formar opiniões, discutir problemas e levar avante o debate sobre o que era melhor para o Estado, para a população. Os formuladores da indenpendência dos Estados Unidos, que também foram os formuladores da nova democracia, contaram e contavam com a mídia, isto é, os jornais para ajudar a forjar uma opinião pública forte e esclarecida, o que, entendiam, iria significar a permanência de um regime cuja base está na participação.</p>
<p>O que os fundadores do Estados Unidos anteviram acabou acontecendo e, com o tempo, os jornais ganharam mais e mais importância. Mas as coisas mudam e não foi diferente para a indústria jornalistica. Primeiro, com o rádio. Depois, com a televisão e, por fim, com a internet. A diversificação fez com que os jornais deixassem de ser o meio de informação para se transforamarem em apenas mais um meio de informação. Olhando historicamente a questão, jornais de praticamente todos os países deram belas contribuições para a informação e formação da opinião pública. Exerceram este papel criticando, apontando caminhos, promovendo debates e apresentando o resultado das ações de quem estava no poder.</p>
<p>Como observa Terry Eagleton, a partir do iluminismo o homem descobriu que só uma coisa é constante: a mudança. Ao longo dos anos o mundo mudou, a população mudou, cresceu, se renovou e os jornais foram, aos poucos, perdendo espaço, ocupado por outras mídias. Ao lado disso, o número de jornais foi diminuindo, com muitos sendo fechados devido à inanição financeira. Aqui no Brasil mesmo tivemos isso, estreitando-se o campo da competição e, com isso, da pluralidade de informação. E ao lado do encolhimento da indústria jornalística tivemos o crescimento dos outros meios, notadamente a partir da Internet e de sua interface gráfica.</p>
<p>Aos poucos, as pessoas foram descobrindo que, primeiro, poderiam ter a informação no seu computador, na sua frente e cada vez mais próxima do acontecimento. E, depois, que a podiam ter de graça, quando antes pagavam por ela ao comprarem o jornal. Foi exatamente a combinação destes fatores que levou ao encolhimento dos jornais, à supressão de muito títulos, a queda na circulação, a queda no volume de anúncios e que, em consequência, levou &#8211; principalmente no Brasil &#8211; ao enxugamento das redações. Nas empresas, venceu a lógica do menor custo, com a demissão de profissionais melhor remunerados para a contratação de outros, mais jovens e sem experiência, e com salários muito menores. O resultado foi uma queda de qualidade, que resultou em encolhimento de circulação, em menor faturamente e em novos cortes de custos. Criou-se um círculo vicioso.</p>
<p>Ao se ampliar o campo da informação, os blogs também fizeram o seu papel. Estabeleceu-se, no caso da comunicação, o mesmo princípio de nicho da internet. Se você quer informação sobre moda, basta procurar sítios ou blogs que tratam do assunto e que têm muito mais agilidade que os jornais ou a mídia tradicional. A informação está à espera de quem dela precisa e sabe o que quer. E pode chegar no leitor de RSS ou simplesmente no email. Não é mais o Editor do jornal que diz o que cada um deve ler. Agora, é o próprio leitor que determina sua preferência, ampliando o seu poder de escolha e a gama de assuntos à sua disposição. E tudo isso com a impressionante rapidez, que lhe traz a informação quase que em tempo real. É uma concorrência muito desleal, até pelo custo de produção da informação, que é muito menor do que em um veículo impresso.</p>
<p>Por tudo isso &#8211; e infelizmente &#8211; os jornais, como os conhecíamos até agora, não têm futuro. Eles estão se tornando, a cada dia, mais irrelevantes, abordando temas que deixam de lado a informação e apelam para o entretenimento. Há um caminho a percorrer? Sinceramente, não sei. E pelo que tenho lido, também os especialistas não o sabem. Há, em todo o mundo, tentativas de mudar a forma do jornal, dar-lhe um novo dinamismo, recriá-lo. Vão conseguir? Mais uma vez, não sei. O que sei é que lamento que os jornais, graças a estas combinações de fatores, estejam se tornando quase irrelevantes. Sou, profissionalmente, produto do meio impresso e vejo com tristeza, ao abrir diariamente os jornais que, até por obrigação profissional, acompanho que não retiro deles informações que façam a diferença. Uma pena.</p>
<p>O que constato &#8211; e vejo posição idêntica na opinião de quem lê jornal &#8211; é que a leitura é feita por hábito. O jornal de hoje é o que aconteceu ontem. E ontem já lemos tudo o que está sendo publicado. E não só isso, mas muito mais. E se já sabemos, que importância terá o jornal? Não sei responder. O que sei é que, apesar da queda dos jornais, o jornalismo nunca foi tão atuante e presente, indo da mídia tradicional à nova. Talvez seja como no velho dito de dar-se os anéis para manter os dedos. Talvez cheguemos à conclusão que o importante, mesmo, é o jornalismo, não o meio que ele utiliza para se expressar e informar.</p>


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		<title>Dando a volta por cima</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 14:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lino Resende</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><a href="http://linoresende.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/militar.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1463" title="Brasileiros confiam nos militares" src="http://linoresende.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/militar.jpg" alt="" width="232" height="454" /></a>As pesquisas de opinião pública são ótimas para indicar o retrato de uma situação de momento. Com elas podemos saber, por exemplo, a preferência do brasileiro, indo da postura sexual à política. Podemos, também, saber quem é favorito para uma eleição e o que os eleitores mais desejam para os seus municípios.</p>
<p>Se estas pesquisas são públicas e publicadas, existem vários outros casos em que elas servem para indicar tendências e permitir que empresas e governos se antecipem, tomando iniciativas e iniciando ações que irão atender ao desejo da população, do público, do eleitor ou de um determinado segmento social. Podemos, ainda, ter um retrato do que o cidadão pensa de suas várias instituições.</p>
<p>E foi para saber o que o brasileiro pensa de algumas instituições que o Ibope, um dos mais reconhecidos institutos de pesquisa brasileiros, foi às ruas e ouviu os brasileiros. No final, um resultado que, pelo menos para mim, foi surpreendente. A instituição em que o brasileiro mais confia é nos militares. Fiquei surpreso por ter vivido na época em que os militares estavam à frente do país e da péssima imagem que tinham e que mantiveram por muito tempo.</p>
<p>A democracia, neste caso, parece que fez bem a eles. E os militares voltaram a ser admirados. Deram, assim, a volta por cima, recuperando a imagem. E conseguindo, nesta recuperação, ficar à frente de instituições como a mídia &#8211; meios de comunicação &#8211; e Igreja Católica. Um dado interessante, e que mostra o interesse que o tema desperta, é a confiança nos ambientalistas. Eles ocupam o quarto lugar, depois dos militares, da mídia e da Igreja.</p>
<p>Aparentemente, para as gerações mais novas, os militares não mais carregam a mancha de terem derrubado um Governo legítimo, o de João Goulart, e de terem, em alguns momentos, imposto o terror e a censura a todo o Brasil. O regime militar, a ditadura, ficou para trás. Tornou-se, na verdade, história. E ela acabou apagando o papel que os militares exerceram.</p>
<p>Em 20 anos, saíram da estigma para a estima. Sem dúvida, uma bela mudança, fruto, certamente, da mudança da mentalidade dos brasileiros. E do fato de termos toda uma geração que não viveu o regime militar, não viveu a censura, não viveu o medo. Fica, neste caso, o papel institucional dos militares. O que eles fizeram &#8211; e, faça-se justiça, não foram todos &#8211; virou história.</p>


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