Vinícius de Moraes já havia decretado, há muitos anos, que beleza é fundamental. Ele falava, é claro, das mulheres. E em um tempo onde este atributo não era tão requerido e desejado, como hoje. Do lado feminino, elas fazem quase tudo para ficarem bonitas. E este quase tudo começa, também, a chegar ao mundo masculino.
Uma prova disso são os chamados metrossexuais, homens que investem na beleza e procuram mantê-la, cuidando dela tão ou mais que as mulheres fazem. Hoje, a beleza é exaltada e está associada a quase tudo que se compra e se vende, do creme dental aou carro do ano. Chegamos a um novo século onde o ideal de beleza atingiu o seu ápice.
Mas o que dizer dos feios? Esta é a preocupação do escritor argentino Gonzalo Otálar. Feio quando pequeno – e ainda feio hoje – ele tem uma obra de sucesso, não por acaso chamado de “Feo” – feio em espanhol – e que será, em breve, publicada no Brasil. O livro é um sucesso de vendas. E só por isso é que vai chegar até a nós.
Pois bem, o Gonzalo – sejamos coloquial – tem uma tese: os belos e belas deveriam pagar um imposto para os feiosos e feiosas. Com este imposto, poder-se-ia melhorar os feios. Foi, aliás, o que o próprio Gonzalo fez, submetendo-se a cirurgias que permitiram a correção de parte de sua feiura. Na sua tese, ela considera que a feiúra é um sofrimento e, por isso, deveria ser corrigida.
E como o Governo e a saúde pública não cuida de beleza, mas de bem estar e saúde, vem a idéia do imposto. Ah, você é bela? Então vai ser taxada. E com o resultado do seu imposto, alguém que é feio vai para a mesa cirúrgica e perde pelo menos um pouco da feiúra. Imagina a taxação para a Gisele Bundchen. Para a Angelina Jolie. Para a Juliana Paes. E para Ziyi Zhang, a bela atriz chinesa (foto).
Ah, também os homens bonitos – e aqui deixou a indicação para as mulheres – pagariam o imposto. E, mais uma vez, homens feios seriam beneficiados. Se o Gonzalo fosse cirurgião plástico certamente não teria uma idéia tão interessante para estes profissionais. Mas será que funcionaria?
Beleza ou feiúra são questões subjetivas. Assim, posso achar alguém bonita e outro homem, não. Assim e da mesma forma, os feios podem ser mais ou menos feios dependendo do olhar. Mas se o poetinha está mesmo certo, a idéia é muito boa.
Difícil vai ser colocá-la em funcionamento.
E como o assunto é beleza – não a feiúra – nada melhor do que alinhar – nestas Duas Frases… – o que pessoas conhecidas e reconhecidas disseram sobre o assunto. Confira!
“Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação”. Madre Teresa de Calcutá
“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente”. Dalai Lama.
E então, o que acharam? E que todos tenhamos um ótimo final de semana.
{ As conversas deste assunto estão encerradas }






