A partir do meado do século passado as mulheres, mais e mais, começaram a participar do mercado de trabalho. A idéia de que mulher era para ficar em casa e cuidar dos filhos, caiu. Elas passaram a disputar posições e postos de trabalho em todos os campos, e fizeram isso com tanta ou mais competência que nós, os homens. Hoje, a participação feminina no trabalho é uma realidade.
O que as estatísticas mostram, ao lado do aumento da participação feminina, é que elas ainda têm salários menores que os homen. E estão, muitas vezes, submetidas a uma dupla jornada de trabalho, já que muitas vezes cuida também da casa. O fato é que a participação feminina tornou-se imprescindível para a própria manutenção das famílias.
Constatada a participação e a importância da mulher no mercado de trabalho, podemos abordar um outro aspecto, que é a ocupação de cargos de chefia. Neste caso, fiquei surpreso com um estudo feito pela professora Amanda Fellow, da Universidade de Brasília. Ela entrevistou mulheres em vários Estados brasileiros e constatou que, no caso do trabalho, elas preferem que seus chefes sejam homens.
Os homens, na visão das mulheres – e segundo a pesquisadora – são mais diretos, menos emoncionais. E isso, segundo elas, ajuda no entendimento e na condução do trabalho. Pelo que pude entender da notícia que li, as mulheres se sentem melhores sendo comandadas pelos homens. Será? Uma especialista ouvida para ilustrar a matéria afirma que isso é fruto de uma longa cultura machista. Será?
É verdade que o mundo, durante muitos séculos, foi masculino. E hoje ainda continua sendo, de certa forma, mesmo no Ocidente. Talvez mesmo com a liberação feminina e a inserção das mulheres no mercado de trabalho ainda tenha ficado o resquício de uma cultura milenar. Estou especulando, já que o estudo não avança neste campo, mas acho que isso pode ser possível.
Ao mesmo tempo fico me perguntando se a pesquisa reflete, mesmo, o que as mulheres pensam. O que você acha?
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