Sabe aquelas coisas que acontecem e quando alguém conta todos pensam que é uma estória? Normalmente são coisas engraçadas envolvendo conhecidos ou mesmo amigos. As situações falam por elas e devido ao ridículo de umas ou ao inusitado de outras acabam entrando para o anedotário de quem as conhece. E não há como, ao recontá-la, acrescentar um ou outro detalhe, de modo que, no final, ela acaba mesmos sendo uma estória, embora baseada no real, tendo acontecido, se não igual pelo menos parecido.
O que vou contar é um desses casos. E ele começou com um encontro aleatório com o filho de um amigo que faleceu há cerca de um ano. Não fui eu, na verdade, que o encontrei, mas um amigo que, logo em seguida, encontrou-se comigo e me contou a estória, ainda fresca. Para preservar nomes e lugares, vamos chamar este amigo de João e o filho do nosso amigo de Pedro. Tão logo Pedro encontrou João, emendou:
- Você sabia que a mamãe arranjou um namorado?
João não sabia. E Pedro deu os detalhes:
- Ele é um líder comunitário, bem mais novo que ela, que diz que vai arranjar um emprego na Prefeitura.
Como João continou ouvindo, Pedro continuou com a explicação:
- Já falei para ela – e os meus irmãos também – que isso é um absurdo, que ela está desrespeitando a memória do papai, mas ela não se importa. E diz que o namorado está apaixonado por ela e que é isso o que importa.
Meio exaltado, João confessou que outro irmão, mais exaltado que ele até ameaçou o namorado, se se aproximasse do local ondem moram. E um terceiro irmão – é uma família grande – prometeu que pode dar uma surra em quem ousou namorar sua mãe, fazendo com que o seu pai ficasse esquecido. E João emendou, dizendo ter comentado com a mãe:
- Mãe, você está um bofe. Como é que você pode tirar a roupa perto de alguém, muito menos para um namorado que é bem mais novo que você? O que está fazendo é um absurdo.
E a mãe, apaixonada que está pelo líder comunitário, candidamente confessou:
- Não se preocupe. Ele me disse que gosta de mulheres mais velhas, como eu. E gordas, também como eu. Então, estamos nos dando muito bem.
Meu amigo, ao contar a história, ria abertamento, o que, confessou, não fez ao ouvi-la. Mas a descrição não ficou só nisso, não. O Pedro lhe disse, também, que tinha sabido por algumas amigas da mãe, que trabalham junto com ela, que estava comprando lingerie sensual, calcinhas de oncinhas e outros tipos de indumentárias. Tudo para agradar ao líder comunitário.
E para piorar as coisas, na opinião do filho e, neste caso, também do meu amigo, ela tinha feito amizade com uma “missionária” – segundo o filho uma aproveitadora – e estava dando a ela o dízimo, tirando uma parte do já parco salário, que é usado para a manutenção da família. Pedro confessou que ele e os irmãos não sabiam mais o que fazer, com a sensação de que a mãe estava sendo enganda duas vezes.
Meu amigo, o Pedro, ao contar a história floreou-a e, com isso, fez com que déssemos algumas gargalhadas. Depois, pensando, me perguntei se esta postura estava correta. Não sei. Acho que as pessoas, sejam de que idade forem, tem direito a um envolvimento amoroso, se ele for sincero. Não aprovo os aproveitadores, sejam de que ramos forem. Mas no caso dessa nossa amiga, não tenho elementos para julgar o seu relacionamento apenas pelo relato apaixonado do filho.
Pensando sobre o assunto lembrei-me de um ditado que meu pai gostava de usar: Não falta um chinelo velho para um pé cansado. Tomara que no caso da nossa amiga o namoro – ou o amor – seja mesmo verdadeiro e que ela retome um relacionamento, já que perdeu o marido. Quando à missionária, se aproveitadora, não existe nenhum ditado que a contemple. Exploração, em todos os sentidos, é condenável.
E você, tem alguma história engraçada sobre os seus amigos? Conte-as aqui. Afinal, nada melhor do que começar a semana com alguns sorrisos.
Artigos Relacionados:










{ 5 conversas }
Que eu me lembre não tenho historias assim,LINO. Mas não duvido mais ( como duvidava ) que sempre há alguem pra completar o outro. Abração!!
Olha tenho várias, dá pra escrever um livro.
Big Beijos
Veja só como são as coisas: a mulher trabalha, cria os filhos, enviuva, acaba só e quando quer dar uma namoradinha ainda tem que prestar contas prá filharada ?
Acho que quem está de olho no dinheiro dela são os filhos…
Um abração.
Histórias assim todomundo tem, mas as que me envolvem, não conto de jeito nenhum! kkkkkk
Último post de Fábio Max: SACO SEM FUNDO
Tou com o cejunior;e digo mais;mesmo no caso da aproveitadora,só se justificaria uma intervenção,digamos assim,se a senhora fosse diagnosticada como incapaz;fora isso ela pode namorar com quem bem entender mais novo ou mais velho e dar o dinheiro dela pra igreja;o máximo que se pode desejar é que ela tenha uma amiga ou amigo que alerte sobre esse tipo de gente.
Último post de anunciação: Para entender a crise financeira – The Last Laugh – Subprime
As conversas deste artigo estão encerradas.