Na boca e em todo o corpo

13/mar/2009 · 15 conversas

Quando pensamos em nós mesmos e no nosso corpo, uma das coisas que nunca consideramos é o fato de sermos hospedeiros de centenas, milhares de bactérias que estão espalhadas pela nossa pele, no couro cabeludo, nas partes íntimas e na boca. Vivemos, assim, em condomínio e podemos ser o astro dele, mas temos inúmeros participantes que conosco cohabitam e que, a olho nu, são invisíveis. Todos esses habitantes são partícipes do que fazemos e de como vivemos.

Tomemos, por exemplo, o caso da boca. Nela, já se constatou, vivem uma ativa comunidade de bactérias. E uma das razões é que é através da boca que nosso corpo recebe os alimentos e os principais ingredientes que contribuem para a sua manutenção e para que permaneça saudável. E pode ser, ainda, o meio de nos transformar em pacientes, fruto de infecções e outros tipos de contaminação bacteriana.

Assim, se as bactérias em algum momento podem ser do bem, dependendo de sua espécie, podem ser do mal. Mas não é este o foco desta discussão. Ela se prende a uma das últimas constatações da ciência que concluiu que, com pequenas diferenças, nós humanos temos uma comunidade bacteriana bucal bastante assemelhada, vivamos no Brasil, na Europa ou na África. Existem variações, mas os cientistas as consideraram pequenas.

Somos diversos, mas essa diversidade não impede que sejamos quase que idênticos. E o DNA já havia provado isso, mostrando que entre um negro e um albino praticamente não existe variação do DNA. Agora, a pesquisa sobre a flora e fauna bucal reforça este conceito revelando que sim, não existem dois humanos iguais, mas que estão muito próximos, inclusive com a comunidade bacteriana que carregam.

O que me chamou a atenção foi o fato de não estarmos, em nenhum momento, sozinhos. Em todos os momentos da vida, do nascimento à morte, carregamos toda uma comunidade viva. E nesta convivência existe um benefício mútuo. Se oferecemos hospedagem, alimentação e um microbioma adequado para a existência das invisíveis bactérias, elas contribuem para que funcionemos de forma eficiente. Pelo menos na maioria do tempo.

Pensando bem é algo assustador, não? E isso tanto se olharmos o lado positivo, quando o negativo. No mais das vezes as bactérias que carregamos do nascimento à morte podem nos ajudar – e o fazem – mas podem, também, causar problemas – e outra vez, o fazem. O certo é que, se elas não vivem sem nós, também não vivemos sem elas. (Via EurekaAlert, em inglês)

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limpeza, doenças, bactérias, humanos, perguntas, saúde — Lino Resende LINO RESENDE
25/mai/2009 às 11:01 am

{ 14 conversas }

Meire (166 comments.) 13/mar/2009 às 12:29 pm

Por isso a importancia de lavarmos bem as maos sempre. Tem gente que vai ao banheiro e da uma passadinha de agua na mao pensanso que vai enganar as bacterias…rs…o lance é agua e sabao.
Bjs

Último post de Meire: Voce gosta de jogos de tabuleiro?

DO (389 comments.) 13/mar/2009 às 1:04 pm

Interessantíssimo,LINO. Não tinha pensado pelo lado positivo.

Abração!!

elisabete cunha (11 comments.) 13/mar/2009 às 4:30 pm

Lino

à higiene é um hábito que deve ser constante em nossas vidas e multiplicada para cada outro indivíduo.

beijo

Último post de elisabete cunha: Transtorno Bipolar

Carla (115 comments.) 13/mar/2009 às 4:48 pm

Nosso corpo tem milhares, milhões de bactérias, mas que são as do bem!
E, se fossemos pensar em como o nosso mundinho anda, não sairíamos mais de casa!
Meu chefe é assim: não entra em casa com o sapato que vem da rua e é cheio de manias… Não sei se ser do jeito que ele é vale a pena, saca?
A gente deixa de aproveitar muita coisa…
Bjo e otimo findi, quilido!

Último post de Carla: Quando a dona sai, o gato faz a festa…

aninha pontes (13 comments.) 13/mar/2009 às 5:22 pm

Pensando nisso, já que precisamos delas, vamos trata-las bem, dando-lhes alimentos limpos e saudáveis.
Na verdade, se pararmos prá pensar nas bactérias que carregamos, assusta um pouco.
Um beijo

Jens (83 comments.) 13/mar/2009 às 5:27 pm

Oi Lino.
Não estamos sós. Não sei se gosto de hospedar gratuítamente uma colônia de bacterias no meu organismo. É meio assustador. Se ao menos pagassem aluguel…
Um abraço e bom findi.

Último post de Jens: Meu destino é pecar

Cecília (7 comments.) 13/mar/2009 às 8:11 pm

Muito interessante!!!!

Tenha um ótimo final de semana!
Beijosss

Último post de Cecília: ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Lucy Lordelo 13/mar/2009 às 9:34 pm

Muito interessante e assustador, com certeza!! Ainda bem q não ficamos pensando nisso o tempo todo, caso contrário, ficaríamos paranoicos. rsrs
Um grande abraço.

Zeca (10 comments.) 13/mar/2009 às 9:46 pm

Oi, Lino!

Esse artigo me fez pensar nesse “condomínio” e me deixou assustado! Como disse o Jens, se pelo menos elas pagassem um aluguel… por menor que fosse, se elas são milhões, nós ficaríamos ricos… rs.

Mas ainda confio mais no esmero higiênico…

Abração.

Último post de Zeca: DESEJOS E SONHOS

Marcelo (138 comments.) 14/mar/2009 às 11:14 am

Lino, ontem ví um livro que fala sobre isto…nunca havia pensado…me assustei mas não quanto de susto eu estive ou estou!

Muito bom!

abs e bom fim de semana

Maria Augusta (188 comments.) 14/mar/2009 às 2:41 pm

Lino, sempre fico impressionada com isto…o problema é ter o equilíbrio entre as boas e as más. De toda forma, a higiene é uma boa defesa contra as más, embora nem sempre seja suficiente.
Abraços e bom fim de semana.

Último post de Maria Augusta: Tea for Ten III

Teca 14/mar/2009 às 5:34 pm

São coadjuvantes que podem roubar a cena, dai a importancia de ter imunidade OK

Bom fim de semana

dácio (1 comments.) 15/mar/2009 às 7:01 pm

A bem da verdade meu caro amigo Lino toda criança nasce sem bactérias em suas cavidades. Seu primeiro contato com elas é na vagina, normalmente a flora normal ; a sífilis já foi um contaminante importante ali naquela cavidade. Ao mamar a criança adquire as primeiras bactérias no complexo aréolo-mamilar que ingeridas são aniquiladas pelas defesas congênitas trazida da mãe. Depois o bicho pega, porque acaba e começam as infecções intestinais, aquelas que denunciam que uma flora intestinal está em formação e que dentre vários benefícios vão fabricar vitamina K e vitaminas com complexo. Não há vida possível na terra, para ficar nos animais, sem o conglomerado bacteriano que nos brinda com seus serviços desde o couro cabeludo. É um espanto o humano da atualidade ter- se esquecido disto! Conhecimento que vem de colégio. Querido amigo, por isso a importância didática do artigo em tela. Desculpa o exagero do comentário, mas não tive outro jeito. Abraço e obrigado por lembrar do meu blog.

Luma (225 comments.) 16/mar/2009 às 12:10 am

Lino, então! Essa moçadinha que ‘fica’ e que no final da noite conta o ‘record’, quem ficou mais! Tipo: Quem beijou mais.
Esse texto poderia ser lido nas escolas.
Lembrei de uma outra pesquisa: beijo na boca reforça resistência imunológica! Controverso.
Boa semana! Beijus

Último post de Luma: Poema só para Jaime Ovalle

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