JORNALISTA DIZ CADA UMA…

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Errar, todo mundo erra. E talvez seja por isso que tenha surgido o ditado que diz que errar é humano. Permanecer no erro, no entanto, é burrice. Se no dia a dia erramos, o que fazer? Acho que é o caso de seguir em frente, reconhecendo o erro e, quando for possível, procurar corrigi-lo.

Na vida pode ser assim. Mas quando falamos de jornal é um pouco diferente. Afinal, depois de impresso o erro fica difícil de corrigir. E não adianta o “Erramos”, adotado por vários jornais para corrigir suas imprecisões. Mesmo que isso seja feito, elas persistem e um bom exemplo disso é a compilação feita pelo Diário de Notícias de Portugal.

  • Parece que ela foi morta pelo seu assassino
  • Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça
  • A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço
  • O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão.
  • Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio
  • O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até a morte, suicidou-se
  • No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos
  • Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva
  • Apesar de a meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente
  • A polícia encontrou no esgoto um tronco, que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada
  • A vítima foi estrangulada a golpes de facão
  • Um surdo mudo foi morto por um mal entendido
  • Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável

Não são mesmo ótimas as frases. Até parece que é o “noço lídel”, quem as fez. Mas a Bety, que mas enviou – para ficar no português dos patrícios – esclarece que o levantamento foi feito pelo Edson Athayde e publicado no jornal português há algum tempo.

Aqui, talvez fosse o caso de dizer: “Jornalista diz cada uma…”.

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