Influência muito grande

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Que as grandes corporações participam ativamente do processo político, todos nós sabemos. Que elas contribuem com os candidatos, também.

Para elas é interessante terem no Parlamento pessoas de quem possam se aproximar com maior facilidade. E uma forma de conseguir isso é participando da campanha eleitoral, contribuindo para os candidatos.

Isso quer dizer que os eleitos vão se submeter às empresas? Não, na maioria dos casos. Mas elas tem uma porta aberta, facilidade de contato, facilidade para expor o seu ponto de vista, defendendo-o. O lobby fica muito mais fácil, assim.

Esta é uma característica da democracia. Os que a fazem são os que participam, sejam pessoas, empresas ou organizações. Veja-se, ao lado do exemplo das empresas, a participação de ONGs, que receberam dinheiro da Petrobrás e devolveram parte dele como contribuição para candidatos.

Nos dois casos, acho que a participação é legitima. O que falta, na verdade, é transparência. O lobby – que existe e todo mundo sabe – é feito de forma disfarçada. E é este disfarce que leva aos relacionamentos oblíquos e comprometedores, pelo menos quando são revelados.

O fato é que, aqui como em outros países de democracia representativa, as empresas são grandes contribuintes dos políticos. Um levantamento feito por um deputado do Rio de Janeiro mostrou que mais da metade dos deputados eleitos em outubro receberam doações de grandes empresas.

Podemos ficar com um pé atrás em relação a estas contribuições? Sim, sem dúvida. O bom é que, graças à nova legislação eleitoral, estas doações estão registradas, tornaram-se públicas.

Muito melhor do que as contribuições para o Caixa 2 – que, não nos iludamos, continua a existir.

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