Capitalismo e exclusão social

17/jun/2006

Em um mundo onde há abundância, temos o contraste de conviver com bilhões de pobres.

Enquanto um só homem, como Bill Gates, da Microsoft, acumula uma fortuna de 50 bilhões de dólares, maior que o produto interno bruto de muitos países, bilhões vivem com menos de um dólar por dia.

O mercado, ao contrário do que pregam seus apologistas, não conseguiu resolver o problema da fome, da pobreza e da falta de moradia.

Se há – e os números comprovam – bilhões de pobres existe, também, um quarto da população que vive e mora em condições que, dourando a pílula, poderíamos chamar de miseráveis.

Segundo cálculos da Organização das Nações Unidas mais de 1,4 bilhão de pessoas vivem em favelas e, na maioria dos casos, em habitações subhumanas.

Sem moradia, com baixos salários, com fome, sem infra-estrutura de educação e saúde, esta imensidão de gente forma o exército de mão de obra reserva do capitalismo.

Para eles, sobrou a exclusão. A inclusão só ocorre para que, por salários miseráveis, produzam os bens de consumo de quem tem tudo, ou quase tudo.

Os números não mentem. E graças a eles podemos dizer que vivemos, sim, em um planeta de pobres.

Não no mundo maravilhoso e sem problemas do capitalismo.

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